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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Covas do Rio, São Macário, Aldeia da Pena, Covas do Rio

 

O percurso entre Covas do Rio, São Macário, Aldeia da Pena e volta a Covas do Rio pelo "caminho do morto que matou o vivo" é deslumbrante. Contudo tem alguns troços em alcatrão que poderão não agradar aos mais puristas.
Iniciamos em Covas do Rio por ser o local mais baixo do percurso e assim podermos vencer mais facilmente os mais de 600 metros de diferença de cota atá ao alto de S. Macário, logo no início, deixando as descidas para o final do percurso.
Um olhar em frente, mostra-nos o vale cavado da ribeiro por onde havemos de regressar.



Os primeiros Km são a subir e por alcatrão mas com paisagens deslumbrantes.


Numa curva da estrada, avistamos o vale e a Aldeia da Pena lá ao fundo.


Depois de cerca de 4 Km de alcatrão, um estradão conduz-nos em direção de São Macário.
Olhando para trás, vemos um bonito arco-íris.


Lá em baixo e lá ao longe, Covas do Rio de onde partimos, justifica já algum cansaço que sentimos pela subida continuada.


E enfim, chegamos ao alto de São Macário, com a respetiva capela e a torre de comunicações.


Era hora de retemperar o estômago e o interior do muro que cerca a Capela foi o sítio abrigado ideal.


O problema foi à saída que sentimos  um vento forte e gelado a trazer a temperatura para baixo de zero.


A paisagem é magnífica, mas o frio empurrou-nos rapidamente dali para fora.



 
Um pouco mais abaixo, um alto relevo em xisto, alertava-nos para o local onde viveu o eremita São Macário e onde existe uma capela junto da gruta que lhe deu guarita.


A capela de São Macário.


A entrada da Gruta.


Interior da Gruta com uma imagem do santo.


A magnífica paisagem ao lado.


A Capela de São Macário.


Um pouco mais abaixo um parque de merendas.


Iniciamos depois a descida para a Aldeia da Pena e é mais um troço de uns Kms em alcatrão. A paisagem contudo é fantástica, com a pequena aldeia encaixada entre fragas altíssimas que lhe tampam o sol até meio da manhã e lho roubam a partir do meio da tarde.



Á entrada da aldeia um cartaz numa árvore morta faz publicidade a um restaurante que dá alguma vida à Aldeia.


Aldeia da Pena, com casas de xisto cobertas de lousa. Muitas têm já marcas de 2ª habitação de quem vem de fora saborear o encanto daquele local.


É...vale a pena ir à Pena...




A pequena igreja da Aldeia.

 
A entrada do restaurante e a lembrança de outro percurso ( Pena, Covas do Rio, Covas do Monte, Pena, feito em boa companhia com direito a petisco naquele local).
 
À saída da Aldeia, a placa que lembra que vamos entrar no caminho "do morto que matou o vivo", história já bastante conhecida. Quem o percorre, descobre que facilmente aconteceria o ocorrência que é descrita na história.
 
 
A Aldeia da Pena a ficar já ao longe.
 
 
E aproximamo-nos da junção das fragas que marca a passagem desnivelada e estreita e muito perigosa deste caminho.
 

 
É a partir deste gargalo que a coisa anima.
 
 
 A cascata da Ribeira está exuberante nesta altura.
 

Parece que a adrenalina da descida com grande pendente e em cima de cascalho já acabou, mas não é verdade, ainda há mais para a frente

Trecho bonito feito ao lado da Ribeira.
 




Lá ao fundo e com sol, já se distingue, Covas do Rio.
 



Nova ponte
 

E lá chegamos a Covas do Rio.
 



Depois já de carro a caminho de casa fomos ainda surpreendidos com um enorme arco-íris.
 

 
 
Mapa do Percurso
 



sábado, 12 de junho de 2010

Caminho do morto que matou o vivo, caminho das cabras


Há locais míticos que nos ficam na memória e que descrevemos com entusiasmo aos nossos amigos. O Lugar da Pena e Covas do Monte são dois destes locais.  Já os conhecíamos de deambulações automobilísticas e agora com um grupo de amigos, voltamos para efectuar um trilho que une o Lugar da Pena a Covas do Rio, seguindo depois para Covas do Monte e voltando à Pena.



O Lugar da Pena é um pequeno povoado que actualmente tem só 8 habitantes, situado num baixo, rodeado de montes e escarpas que lhe roubam o sol directo a partir do meio da tarde. É pequeno mas bonito e com histórias. A mais famosa é a do "morto que matou o vivo". Sem Escola, Igreja e Cemitério, era na Freguesia de Covas do Rio, a uns 4 Km de distância que se aprendiam as letras, se cumpria o dever religioso e se enterravam os mortos. Só que o caminho é muito difícil, escarpado e escorregadio e num dos funerais, um dos homens que carregava o caixão, escorregou e o caixão caiu-lhe em cima, matando-o. Fomos conhecer este caminho e logo compreendemos que a história tem tudo para poder ser verdade. O caminho é mesmo escorregadio e traiçoeiro...mas muito bonito, acompanhando entre escarpas a ribeira de Pena.


Passadas as dificuldades da descida e pensando  que estas já tinham acabado, seguíamos por um estreito e bonito caminho na aproximação a Covas do Rio, quando a emoção resolveu voltar de novo: uma vaca ali mesmo em frente, a ocupar a maior parte do caminho e sem vontade de sair de lá. Bem, medimos-lhe as intenções, juramos ( falso) que não comíamos vaca desde a crise delas e lá passamos ao lado sempre a dizer: linda vaquinha que te vais portar bem.. e portou-se mesmo. Já do outro lado, aí vai risota por um dos companheiros de rota não ter visto as mesmas boas intenções nos olhos da vaquinha e estar a hesitar como ia ultrapassar este obstáculo. Não há subida ou descida, por mais íngreme que seja que o assuste, só que havia um pressentimento de que aquela vaquinha se queria vingar das dentadas que dava com frequência nas primas dela. Passados uns minutos e cansado de ouvir piadas, lá se encheu de coragem e ... saltou o muro do caminho e contornou a vaca pelo meio do monte...Ficou a história e com certeza a brincadeira deste incidente.

E lá chegamos a Covas do Rio, local melhor exposto tem várias casas recuperadas e sinais que olhos de fora viram com bons olhos a beleza da zona. Era hora de almoço e de pequeno descanso e lá fizemos por isso.



Créditos ao sobrinho Miguel pelos disparos a preto e branco que não quisemos deixar de mostrar.


Reconfortados, seguimos viagem em direcção a Covas do Monte.


Covas do Rio já ao longe e paisagens deslumbrantes. O caminho, esse sempre a subir.


Do alto a cabrinha espreita a Sede do Reino das Cabras: Covas do Monte.


Covas do Monte, ainda sem as suas actrizes principais.


Chegam as primeiras cabras. Infelizmente, desta vez não podemos esperar pela chegada do rebanho: centenas de cabras a chegarem do monte sozinhas e a dirigirem-se para a sua "casa" é um espectáculo que aconselhamos a presenciarem.


E ainda nos faltavam, 4 Km, a pior subida, um caminho de cabras com uma ribanceira que não perdoava deslizes, mas... superamos tudo e chegamos à Pena com a certeza que tínhamos vivido intensamente e que irá ser com grande entusiasmo que iremos contar as peripécias e guardar na nossa melhor memória estes locais, paisagens e o convívio havido.


Vale a pena ir à Pena!!!...


Ah e para acabar em beleza, uma receita de sucesso: queijinho e presunto local com pão de milho e centeio.

Mapa do Percurso




Perfil do Percurso


Actividade:  Percurso pedestre entre Lugar da Pena, Covas do Rio, Covas do Monte, Lugar da Pena
Local de Início: Lugar da Pena
          GPS:   N40.87768 W8.07876 Altitude:591 m
Local de Chegada: idem. ( percurso circular )
Distância Total: 14 Km
Tempo de realização: 7 H 10 m
Condições Específicas: Descida escorregadia entre a Pena e Covas do Rio, declives acentuados entre Covas do Rio e Covas do Monte e daqui até ao Lugar da Pena..
Ficheiro GPX do percurso realizado

Marcações


O percurso não está marcado.


Pontos de Interesse


A descida do Lugar da Pena até Covas do Rio é fantástica. Panoramas lindíssimos na subida para Covas do Monte. Aqui a chegada das cabras é um espectáculo fabuloso. O caminho de cabras na aproximação à Pena é também muito bonito.
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