domingo, 4 de novembro de 2012

Aldeia de Montesinho, Porto Furado, Fronteira e volta



De visitas anteriores à bonita Aldeia de Montesinho, sobrou-nos a vontade de efectuar o percurso que sai do seu centro e percorrendo a Serra vai até à Barragem de Serra Serrada. Hoje foi o dia e resolvemos estendê-lo até à fronteira para coleccionarmos mais um marco numa das zonas mais recônditas do País. 
Manhã cedo de um dia cinzento, bom para caminhar e menos bom para as fotografias, lá fomos fazer o percurso.
Logo à saída da Aldeia deparamos com um castanheiro mais que centenário a atestar que ali os valores perduram.


Um pouco mais à frente uma ponte manhosa permite-nos a travessia da ribeira.


Há nesta zona um castro, o Castro Curisco, com um conjunto de arte rupestre que não conseguimos identificar.

Um pouco mais acima a vista para a barragem da Gralha.


Curiosa passagem estreita pelo meio de massas graníticas de grande porte.


O Porto Furado, buraco escavado no fundo de uma rocha que servia para deixar passar a água para uma exploração romana de ouro.


Um Thor de grandes dimensões.


Uma ponte de lastras que ao atravessar se pensa: será desta que cai?


A albufeira da barragem da Serra Serrada


Os fetos amarelos a colorirem a paisagem.


E a emoção de no meio do nada, se descobrir mais um marco da fronteira Portugal / Espanha





De novo a Barragem de Serra Serrada


O Alto do Falgueirão


Um bonito carvalhal.


Um souto em renovação


E a Aldeia de Montesinho, cheia de bonitos pormenores.





E o fim do percurso de que gostamos muito pela diferença da paisagem.


Mapa do Percurso





Fomos depois de carro conhecer o cimo do planalto da Lama Grande, onde já existiu uma grande exploração de batata e uma casa para apoio à investigação da Universidade de Trás-os-Montes, que foi recentemente assaltada e vandalizada. No caminho vimos um corso a fugir à velocidade da luz..







Depois não podemos deixar de visitar Rio de Onor, aldeia de tradições comunitárias, meio portuguesa, meio espanhola. Eram já sete e meia  quando chegamos junto da Igreja que tivemos a felicidade de encontrar ainda aberta.


Muito bonita por dentro com evidência do carinho dispensado ao lugar.


Junto do altar, uma Nossa Senhora preta, a Senhora da Aparecida, oferecida por um emigrante no Brasil.


Continuamos a volta à aldeia encantados a rever os bonitos pormenores que reencontramos.




O Rio que dá o nome à Aldeia






Seguimos depois para Guadramil, com a noite a impor-se. Já saímos desta aldeia para um bonito percurso: a Rota dos Cervídeos




Já noite, seguimos para Gimonde. Estávamos já muito cansados mas queríamos acabar em beleza o dia e foi no Restaurante do Sr. Abel, saboreando uma rica posta à mirandesa, que fizemos o ponto de situação do dia. Como é óbvio, gostamos de tudo e repetíamos tudo. Havemos de voltar aquelas paisagens e à terapia da posta à mirandesa que mostrou que após três dentadas, não há cansaço que resista.
 



sábado, 3 de novembro de 2012

Percurso do Parque Biológico de Vinhais


O Parque Biológico de Vinhais é uma das pérolas do Parque Natural de Montesinho e merece ser visitado. Para o conhecermos melhor efectuamos um percurso, visitando primeiro o interior do Parque e depois explorando no seu exterior, 3 dos seus pólos de atracção: a Charca da Vidoeira, a Barragem de Prada e o Miradouro de Ciradelha.



Iniciado o percurso na entrada do Parque, efectuamos o percurso marcado no seu interior, admirando a qualidade da documentação existente sobre a fauna e flora da zona.

Pormenor dos bungalows existentes no Parque, permitindo uma estadia barata num sítio muito bonito.


No Parque existe também o Centro Interpretativo das Raças Autóctones, com a reprodução em tamanho natural das várias espécies de gado ovino, bovino, caprino e cavalar que existem na região.





Terminada a visita ao interior do Parque, seguimos o percurso por um estradão que o circunda, sendo a Charca da Vidoeira o nosso primeiro ponto de paragem.


Um pouco mais à frente encontramos a Albufeira da Prada e a conversa simpática de um lavrador que nos contou a sua história longa e muito vivida, quer na guerra na Índia quer depois em trabalhos no Paquistão e Irão. Poucos estudos mas muita inteligência no discurso e no entendimento do mundo.



A albufeira serve para o abastecimento de água de várias aldeias vizinhas, encontrando um pouco mais à frente uma levada que encaminha a água para essas aldeias.


Após a barragem vêem-se muitos mais campos tratados.


Terminamos o percurso de novo junto à entrada do Parque. No trajecto para Vinhais, resolvemos efectuar a subida a pé até ao Alto da Ciradelha para admirar a paisagem alargada que de lá se desfruta.




Acabado o percurso fomos até Vinhais para reavivar a imagem que tínhamos de outras visitas.

 

Casa da Vila  onde funciona o Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho



Pelourinho


Parque da cidade




Anjos de Vinhais -Monumento à praga da filoxera que dizimou a vinha de Vinhais



A réplica da Pedra Bolideira


Tínhamos passado pela verdadeira Pedra Bolideira -(mil toneladas de granito que se conseguem abanar com um empurrão no sítio certo) no caminho entre Chaves e Vinhais.



Mapa do Percurso




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Torre dos Clérigos



 Ex-libris da Cidade do Porto, reconhecemos a silhueta da Torre dos Clérigos ao longe. Foi feita para ser vista à distância e para impressionar ao perto, fruto do traço e engenho de Nazoni. A Torre foi feita também para se desfrutar por dentro e por cima e por isso resolvemos subi-la e ver o que ela nos oferece.
Alguns degraus e uma primeira abertura com uma bonita imagem para o Jardim da Cordoaria.


Uns degraus acima e o antigo e novo da Cidade a revelar-se.


Mais uns degrauzinhos e agora são os sinos em posição de paciente espera até ser hora de nos dar as horas.


Mais um lanço e a vista alarga-se.


Muitos, muitos degraus, mas afinal o que eu queria ver era a minha cidade com o olhar dos deuses e isso releva os sacrifícios...  
E ali está ela e os seus encantos: os monumentos que eu conheço vistos de outra maneira e os jardins interiores que tive gosto em descobrir, o alinhamento dos telhados, os recantos e as ruelas, o rio a limitar e a conduzir a sua expansão.

A no primeiro plano e o Mosteiro da Serra do Pilar em 2º .


O curioso ponto de fuga do alinhamento dos telhados.


O Jardim da Cordoaria

A actual Reitoria


A renovada área do Mercado do Anjo / Praça de Lisboa


A nave da Igreja dos Clérigos, o Clube mais antigo da Cidade e a área da sua primeira expansão.


A Rua 31 de Janeiro / Stº António com a bonita Igreja de Stº Ildefonso encima.


O Edifício da Cadeia da Relação e a relação da Cidade com o Rio.


A Cadeia da Relação




E por lá ficamos um bom bocado a descobrir os sítios, a admirá-los de cima e a descobrir os motivos porque a cidade nos tem prendido à sua beira e resistido a incentivos de pastar noutras paragens distantes.
Descemos devagar a saborear os recantos que nos permitiam espreitar com aquele olhar dos deuses, a Cidade que nos acolhe.

Em baixo, muito perto, ainda há marcas do Porto antigo e das suas "Mercearias Finas"


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