quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Budapeste - Dia 1


 Chegamos ao aeroporto de Budapeste para iniciar um circuito nas Capitais Imperiais da Europa Central em que depositávamos as maiores expectativas e logo estava a chover! Acabada a viagem tenho que dizer que esta foi abençoada e feliz como as bodas molhadas.
Mas vamos ao início. Reunido o grupo, o guia, um húngaro com um português fluente fruto de formação complementar em Portugal, sentenciou-nos que com chuva ou com sol, com furacão ou calmaria, iríamos gostar muito de Budapeste e do resto da viagem e fez por isso.
No caminho para o hotel, as primeiras imagens de imóveis grandiosos de um passado brilhante, uns já recuperados, outros ainda cinzentos e degradados pelos longos anos de ocupação no pós 2ª guerra mundial.


Bem alojados no hotel em Buda, fomos jantar a um restaurante de Peste e lá veio a história da cidade de Budapeste, fruto da junção dos dois povoados primitivos. Boa comida húngara, local  bonito, música ambiente assegurada por grupo cigano dotado de um virtuoso violinista interpretando temas clássicos e interagindo muito bem com o grupo, com alguns fados e canções portuguesas.

Depois do jantar subimos em Buda à zona fortificada onde se encontra a Estátua da Liberdade. Paisagem fantástica de Budapeste  e do rio Danúbio serpentando pelo seu meio. Dizem que só vê o Danúbio azul, quem estiver muito apaixonado ou muito bêbado. Vi-o encantadoramente negro, levemente iluminado pela cidade que fez crescer, com a minha querida por companhia. O Danúbio é bonito de todas as cores pois como se diz,  não importa a cor dos olhos mas sim a cor do olhar!


Regressamos ao hotel convencidos de que estávamos num local de eleição, ponto de encontro e de disputa de muitos povos e desejosos de ver nos dias posteriores as marcas que tinham deixado da sua passagem.

domingo, 25 de julho de 2010

Trilho da Chã Grande e Senhora do Minho


Voltamos à Serra de Arga para fazer o Trilho da Chã Grande e depois rever a exposição da Arte na Leira. 
Iniciamos o trilho junto à Casa do Marco e lá fomos subindo até ao Alto do Campo Redondo por algumas SCUT´s medievais em lajeado. Esta subida permite ver algumas bonitas panorâmicas das imediações da Serra de Arga. Depois, um pouco de corta-mato até ao Parque Eólico, o ponto mais alto do trajecto. Tínhamos resolvido estender o percurso até à Capela da Senhora do Minho e lá fomos.



Na Chã Grande  vimos muito pouco gado, afugentado provavelmente pelo calor intenso e a falta de brisa que o disfarça.  Fomos directos ao Parque de Merendas da Senhora do Minho para o merecido almoço debaixo de frondosas árvores e com direito a uma fonte para lavar as mãos. Almoçamos com direito a um extra : uns  rissóis e pastéis de Chaves da Padaria Ribeiro, gentileza de genro que madrugou para os comprar fresquinhos.


Onde descobríamos uma sombra lá encontrávamos garranos. Eles são cavalos livres e selvagens, não são "burros" para apanharem tanto sol como o que estávamos a suportar!


Depois iniciamos o caminho de volta, tentando quase que a corta-mato, reencontrar o percurso da Chã Grande na Porta do Lobo. A partir daqui, inicia-se verdadeiramente a descida. Um pouco depois encontramos os Moinhos do Covão.


Um pouco mais abaixo, passamos pela aldeia de Arga de Cima, onde se podem ver muitas casas recuperadas ( uma delas penso que é da ex-Ministra da Cultura ), o que não se estranha conhecendo o encanto do local e da zona. Bonita a Igeja e a Capelinha que penso ser dedicada a S. Paulo. O parque de merendas do local, presenciou o nosso lanche.


Passada a aldeia, surgem os Moinhos da Gândara, interessante obra de engenharia primitiva, realizada em granito da região e com uma interessante forma de unir e segurar as pedras que conduzem a água para o seu moinho.


Muita caloria derretemos nos 16 Km da caminhada, debaixo de sol intenso e sem cobertura nenhuma.  Agora era hora da Cultura: revisitamos a Arte na Leira, agora sem o bulício da abertura  que presenciamos na passada semana. Exposição de Arte em local idílico só podia agradar muito!



Pintura, cerâmica, fotografia, trabalhos em madeira com o engenho dos homens e a ajuda da Natureza a enquadrar.


A área dos mais consagrados




E o espaço, este ano dedicado ao Design dos alunos dos Institutos Politécnicos do Norte do País. Grande oportunidade de mostrar talento e muito bem aproveitada.


Caminhada de 16 Km debaixo de sol intenso, banho de Cultura na Exposição e depois isto:  Dois potes tradicionais da zona a cozinharem um guisado de anho e cabrito, feito à moda de África por Xpert com anos de experiência!!! Primeiro gostamos da imagem inesperada, depois começou a cheirar tão bem que não conseguimos recusar o convite para ficar e provar...Bem provar só não, que estava tão bom que comemos muito mais do que devíamos, mas estava Divinal, digno que um qualquer Frade ou Abade que tenha na comida o único prazer admitido e que cuide desse prazer com a alegria e simpatia do Sr. Marinho. Não posso deixar de citar o seu nome que o merece muito!


Ah e não é só a comida de que se gosta, é também a MAGIA do local e a simpatia dos anfitriões!

Para todos aqueles que sentiram água na boca, tenho a dizer que a INVEJA é um pecado muito feio!



Mapa do Percurso





Perfil do Percurso


Marcações

As marcações estão muito apagadas, sendo difícil seguir o percurso sem GPS.



Actividade:  Percurso pedestre que teve por base o Trilho da Chã Grande e que estendemos até à Senhora do Minho.
Local de Início: Iniciamos o percurso junto à Casa do Marco
          GPS:   N41.84173 W8.70868 Altitude:509 m
Local de Chegada: idem. ( percurso circular )
Distância Total: 16 Km
Tempo de realização: 06 H 50 m
Condições Específicas: Percurso com uma ascendente inicial de algum declive, sem grandes marcações e sem cobertura, o que o torna mais difícil de realizar em dias quentes de sol intenso.

Pontos de Interesse

Panorâmicas da Serra de Arga, do Monte de Santa Tecla, Ponte de Lima e Serra Amarela. A Nossa Senhora vestida à Vianense na Senhora do Minho. Grande trabalho de engenharia nos Moinhos da Gândara.




quarta-feira, 21 de julho de 2010

Valença


As cidades fronteiriças prepararam-se para a sua situação e para a circunstância de terem vizinhos que de vez em quando se armavam em inimigos construindo grandes muralhas para desaconselharem os apetites.
Valença é uma delas e esmerou-se na forma como a engenharia militar projectou as suas muralhas para dissuadir os vizinhos de investidas.
Os tempos hoje são outros e os vizinhos, outrora inimigos, são o público alvo do seu desempenho comercial e económico. As muralhas preservadas servem hoje para alindar e atrair os compradores. E depois do saco cheio de compras, há sempre apetite para o "bacalao" regado com "vino verde" . Sejam bem vindos!


Valença tem carisma e vale a pena visitar. Terra do 1º Santo português, S. Teotónio, tem dentro das muralhas e fora delas num perímetro muito curto, muitos pontos de interesse, culturais, paisagísticos e gastronómicos a não perder.

domingo, 18 de julho de 2010

Arte na Leira 2010

 Foi inaugurada ontem a 12ª edição da Arte na Leira. O local, o Mestre Mário Rocha e os seus convidados fazem o habitual sucesso deste evento, que este ano conta com a participação activa de vários Institutos Politécnicos do Norte do País. A acompanhar a abertura da exposição, música popular, palhaços para as crianças, uma "Queimada à Galega", performances com fogo e a fechar, fogo de artifício, ingredientes pouco habituais numa exposição de arte, mas que resultam num fim de tarde / noite bem passado. 
Terminada a festa de abertura, ficam as obras de arte que são o seu fundamento e o local maravilhoso em que ela decorre e que agradece voltar à calma do seu dia a dia para melhor nos encantar. Assim, quem não pode ou não quis ir à abertura, até meio de Agosto pode visitar e encantar-se com o local e a Arte lá exposta.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Palácio Nacional, Castelo dos Mouros, Pena


  Todos os dias Sintra fervilha de turistas e  as suas imagens são levadas para todas as partes do mundo. Imagens de beleza natural e patrimonial que espelham o romantismo que a cidade e a zona transpira e que sabe cuidar. Resolvemos revisitar. Começamos pela visita ao Palácio Nacional. Depois desfrutamos o caminho que subindo, liga a cidade ao Castelo dos Mouros e depois à Pena. Com algum declive mas muito agradável de fazer.


Visitamos depois o Castelo dos Mouros, percorrendo as suas muralhas e desfrutando da fantástica vista que de lá se obtém.


Depois seguimos para o Palácio da Pena, obra de amor de que se gosta vendo o recorte ao longe e que encanta quando, ao perto, se descobrem os seus pormenores.


Ainda tivemos coragem de descer a pé de novo até à zona do Palácio Nacional, local onde tínhamos o carro.


Castelo dos Mouros, Pena e Regresso à Vila at EveryTrail

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CCB - OSGEMEOS e Tudo o que é Sólido dissolve-se no ar

De fim de semana em Lisboa não podemos deixar de visitar no CCB a curiosa mostra do trabalho dos gémeos Gustavo e Otávio Pandolfo. A tri-dimensionalidade do trabalho e o seu cromismo, envolvem, agradam e impressionam muito. "Para quem mora lá, o céu é lá" é o título da mostra que se entende logo que se vê.

Também patente a mostra, " Tudo que é sólido se dissolve no ar"


E outras peças da Colecção Berardo que vale sempre a pena rever.



Museu Nacional de Arte Antiga


Procuramos o Museu Nacional de Arte Antiga para ver a exposição " A Invenção da Glória D. Afonso V e  as tapeçarias de Pastrana". A história da tomada de Arzila e Tanger, expressas com enorme detalhe em seda e lã , em 4 tapetes de 4 por 10 metros. Desejo de Rei para glorificação dos seus feitos, poucos anos esteve em Portugal aparecendo já no Século XVI em Espanha e lá se mantendo até hoje. Vale a pena apreciar o detalhe de cada uma destas tapeçarias e se possível acompanhar a visita guiada que muito bem as explicam e enquadram. Até 12 de Setembro.


Guarde-se tempo para visitar o resto do Museu que de muitas outras obras destaco: os  Painéis de S. Vicente , contemporâneo das tapeçarias, o tríptico das Tentações de Santo Antão de H Bosch ( percursor - 400 anos antes - e influenciador do movimento surrealista) e a Custódia de Belém, de Gil Vicente - fantástica peça de joalharia de um mestre ourives que tão bem conhecemos como dramaturgo das famosas Barcas
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