terça-feira, 14 de junho de 2011

Palácio de Queluz


É sempre interessante visitar o Palácio de Queluz. De construção rocócó e barroca do Século XVIII, impressionam os seus riquíssimos interiores, pensados em momentos em que o ouro do Brasil permitia tudo e não deixava adivinhar os tempos difíceis que depois iríamos passar.


 Os jardins que enquadram o Palácio são muito bonitos e repletos de fontes e jogos de água e esculturas.



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Museu Condes de Castro Guimarães

Em Cascais não deixe de visitar o Museu Condes Castro Guimarães. O palacete em estilo romântico é muito bonito. Um órgão de alguma envergadura, diversas chaminés decoradas com azulejos, mobiliário de diversos estilos e uma biblioteca são os pontos mais interessantes.
Na altura em que visitamos estava patente a exposição,"Millenium - Arte Partilhada" com os melhores nomes dos últimos 100 anos da pintura portuguesa - Almada Negreiros, Álvaro Lapa, Amadeo de Souza-Cardoso, Ângelo de Sousa, António Dacosta, António Palolo, António Silva Porto, Armanda Passos, Carlos Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro, Costa Pinheiro, Dordio Gomes, Eduardo Batarda, Eduardo Luiz, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Graça Morais, João Hogan, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Jorge Pinheiro, José Escada, José Júlio de Sousa Pinto, José Malhoa, Júlio Pomar, Júlio Resende, Mário Cesariny, Menez, Nadir Afonso, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, Paula Rego, René Bertholo e Vieira da Silva.( Infelizmente, "no pictures inside" não permitiu documentar)




No exterior, a capela de S. Sebastião e os jardins do palacete, depois chamados de Óscar Carmona também merecem uma visita.


sábado, 4 de junho de 2011

Casa das Histórias


A Casa das Histórias celebra a Arte.
Da pintora Paula Rego que a encomendou para ali mostrar ao País os seus trabalhos, do Arquitecto Souto Moura que tão bem a idealizou e da Natureza que a enquadra.
Portugueses de reconhecidos méritos mundiais e que na presença do seu trabalho logo se percebe porquê.
Pena é o "no pictures inside" que não permite documentar, a gestão da luz feita no interior, a sobriedade interior para realçar as obras expostas e as pontes que algumas janelas fazem com o exterior.

Para ver e rever quando se passar por perto.

domingo, 17 de abril de 2011

Exposição de Pintura Vidas Negras - Mário Rocha no IPVC


Na Oficina Cultural do IPVC está patente até ao fim do mês de Abril mais uma exposição de Mário Rocha. Artista sempre atento ao que o rodeia, pinta em tons escuros os dramas negros dos sem abrigo que todos nós, olhando para o lado, fazemos por não ver. 
Esta Primavera que tão bonita vai, disfarça as núvens negras da situação económica que vamos vivendo mas agrava as perspectivas de vida daqueles que o destino atirou para a marginalidade.
Sou suspeito por ser teu amigo e faltam-me as palavras para expressar o que fazes e por isso reproduzo o que outro teu amigo escreveu sobre a tua obra...













domingo, 10 de abril de 2011

Linha do Tua

Face ao recente anúncio de construção da Barragem da Foz do Tua, para memória futura quisemos ir conhecer o local, fazendo um percurso pelo início da Linha do Tua na zona que irá ficar submersa pelo projecto. 
Reproduzimos de seguida uma fotografia pertença da EDP e que no site dedicado a esta barragem faz a ante visão da barragem e respectiva central eléctrica para contexto do que se irá ganhar e perder.


Pensamos  iniciar o percurso na estação de Brunheda, chegando lá usando o táxi que agora substitui o comboio da Estação do Tua. A viagem só se realiza depois das 13H e os 20 Km que separam Brunheda do Tua, aconselharam a que mudássemos o plano. Resolvemos fazer um ida-e-volta da Foz do Tua até às Fragas Más, local onde há uns anos houve o descarrilamento do comboio que fez parar a linha.


Chegamos à Estação do Tua por volta das 10H15, local onde se respira a nostalgia de outros tempos em que florescia o ponto de encontro da linha que do Porto seguia para Espanha por Barca de Alva (e que hoje já só vai até ao Pocinho)  e a ligação para Mirandela (Linha do Tua). Junto à Estação, antigas máquinas a vapor e carruagens "graffitadas" por quem faz disso desporto completam o sentimento de abandonado à sua sorte que ali se antevê. 
Era a hora de tomar o cafézinho para despertar os sentidos antes de iniciar o percurso e lá fomos ao Restaurante Calça Curta, local de eleição para muitos na época do sável, da lampreia ou da caça. Dois dedos de conversa simpática com o dono sobre o passado da Linha e o futuro que se avizinha com a construção da barragem e era tempo de iniciar a caminhada.
Dia a iniciar-se com uma névoa que fechava os horizontes e acinzentava as cores, mas com uma boa temperatura para andar. 
O primeiro olhar a encantar-nos foi o do Rio Douro e as suas margens, sempre deslumbrante mesmo com a névoa fechada.

Depois os primeiros metros foram de habituação ao passo ritmado em cima das "solipas" (travessas de madeira que sustentam a linha), depois foi o olhar à volta e tentar descobrir que belezas iriam ficar escondidas e para sempre enlameadas pelas águas presas pela barragem.
À frente o pormenor das duas linhas que se começam a separar: a que vem do Porto acompanhando o Rio Douro e vai para o Pocinho e a (extinta Linha do Tua) que se dirigia para Mirandela.

Um pouco mais à frente podemos admirar a restaurada ponte rodoviária, com o seu bonito arco a abraçar as margens do Rio Tua já muito perto da foz.

Pouco tempo decorrido e encontramos a ponte e o túnel das Presas. Os túneis são sempre interessantes e entusiasmantes, sempre se procura a luz ao fundo... e sempre se encontra a luz e a paisagem contrastada pelo escuro do seu interior e recortada pelo seu traço que se alarga e descobre à medida que nos aproximamos do seu fim, como um mistério que se revela e de que gostamos do desfecho.


Ao lado, o vale em "V" apertado do Rio Tua e os seus constantes "rápidos", demonstram porque foi escolhido aquele local para a edificação da barragem que será construída um pouco mais à frente ( Km 1.1 da saída da Estação da Foz do Tua).
Compreendem-se os argumentos técnicos para a construção da barragem, mas analisemos os contras...A Natureza no seu esplendor a mostrar-nos o preço a pagar...
Amendoeiras em flor presentes à data (26 de Fevereiro)
 Oliveiras  carregadas de azeitonas
 Laranjeiras carregadas de laranjas

Chegados ao local da futura barragem, paramos a contemplar o início da zona que irá ficar submersa ainda sem máquinas nem grandes alterações, pensando em reter a imagem e voltar mais tarde com a obra já realizada para comparar. Nesta zona os trilhos foram levantados e existe como que uma pequena estrada em cascalho solto que deve ter sido usada pelas máquinas que realizaram os estudos de localização. Para quem caminha, este piso aumenta muito o grau de dificuldade que em todo o resto é fácil.


Pormenor da sondagem para amarração da futura barragem.

Uns metros a frente, olhando para trás, contempla-se a paisagem que irá ficar escondida pela parede de betão que vai ser edificada.

E continuamos pelas curvas da linha que acompanham a meia encosta as curvas do rio.

Continuando, o Sol descobriu tornando tudo mais alegre



Chegados à estação de Tralhariz, aproveitamos para comer a dieta do costume que o Calça Curta tinha ficado como promessa 5 Km para trás.

Continuando, é a beleza da paisagem da zona que vai ficar submersa que nos encanta a cada passo.


 Mais um túnel


E o encanto de quem espreita do seu interior... ( crédito das fotos seguintes para o sobrinho Miguel)

 
 Fragas Más


 Ponte e túnel das Fragas Más


 Rápidos

Depois regressamos à Estação do Tua pelo mesmo caminho, tentando guardar ao máximo na nossa retina as imagens destes locais que daqui a uns anos ( 2015) ficarão debaixo de água, sacrificadas para permitir produzir a energia que tantas vezes desperdiçamos deixando as luzes acesas sem necessidade e as televisões sem ninguém estar a ver...





sábado, 19 de fevereiro de 2011

Trilho da Ermida

O Percurso da Ermida pela Serra Amarela, é difícil e não está marcado, mas é fantástico!

Como imagem do percurso, este abrigo de pastores no  Curro dos Coriscos, tendo ao fundo a Louriça com os seus 1362 m de altitude.

O próprio percurso automóvel que liga Entre-ambos-os rios à povoação de Ermida enche-nos de encanto.Via estreita em que só passa um carro de cada vez, com zonas alargadas de vez em quando para o cruzamento dos veículos. Estrada a serpentear um vale muito cavado, linda e com horizontes alargados,  logo recebeu promessas de que a iríamos repetir.
A povoação de Ermida, de onde se inicia o percurso, fica a 550 m de altitude, tendo um pouco mais de oitenta habitantes.
Iniciamos o percurso num largo com uma ramada e uma cerca de vacinação. Onze pessoas cheias de mapas e tecnologia( 3 gps´s) e no primeiro cruzamento logo erraram a direcção! Sem problema que o percurso era circular e a boa disposição reinava. E lá continuamos por caminho molhado mas fácil até à Branda de Vilares.


Branda de Vilares



Depois acentuou-se a subida e se o olhar captava imagens de paisagens lindíssimas, ao lado havia sempre motivos interessantes.





A Louriça, imponente nos seus 1362m e bonita com o seu véu de noiva.




Almoço no Curral de Coriscos.  Soube bem  parar por um pouco e retemperar forças com as vitaminas do costume. Depois, continuamos a subir e custou um pouco esta última etapa.


Chegados aos 1.100 m ela apareceu e começou a voar às bolas e a fazer-nos crianças...A neve é sempre um encantamento!



Chegamos enfim ao ponto mais alto do percurso depois de subir 682 m em 6 Km e eis a recompensa, UAU! a imponência da natureza com o Gerês coroado de branco.
Ficamos ali um bom bocado a contemplar. Plateia estarrecida perante um palco de Deuses. Fascínio o ver a neve em dia de Sol, com o céu azul com nuvens a ajudar no "boneco". 


Lá em baixo a albufeira de Vilarinho das Furnas.



Tributo à arte da Magu


O reencontro com alguns garranos, cavalos selvagens em paisagem do mesmo tipo


Descida em grande declive com ambiente muito agreste







Já perto do final, o belo do fim de dia.



Broa, azeitonas,  umas chouriças e umas alheiras assadas em Ponte da Barca podem elevar o colestrol, mas que souberam muito bem, ninguém duvide.

Um dia fantástico tinha que acabar bem!

Mapa do Percurso



Perfil do Percurso






Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...